domingo, 18 de janeiro de 2015

O sonho de cada dia.

  
  Experimente acordar todos as manhãs esfregando os olhos, espreguiçando-se de uma ponta a outra da sua cama, encostar bem a cabeça no travesseiro, tentar se reconfortar em uma posição onde se possa focar a visão, e parar pra pensar no que o dia prometerá a você.
  Antes mesmo disso, fico retido aos pensamentos que tive instantes atrás de fechar os olhos que, ultimamente, venho tornando-a uma mania viciosa, deixar passar um filme em minha mente procurando desabafar comigo mesmo sobre meus prazeres, minhas dúvidas e os mais temidos medos. Somente assim consigo paz e tranquilidade para seguir adiante em meu lento e leve sono.
  Para um novo dia, um novo nada. A única certeza que tenho para cada nascer do sol é o de despertar e uma cama para arrumar, o resto serão apenas incertezas e uma moita de expectativas. O que for pra ser será, o que vier é lucro e será muito bem vindo.
  Ultimamente ando percebendo um desperdício de tempo com coisas minúsculas por motivos não convencionais. Aposto minhas fichas que somos motivados pelos sonhos, acredito que eles são movidos pelas emoções e pelos sentimentos, que de um jeito ou outro não são fáceis de se lidar.
  A parte mais impactante nem sempre foi a falta de motivação nem de vontade, mas sim das cobranças feitas e do progresso lerdo que sobrecarrega e abala a esperança.
  A confiança exacerbada está degradando as pessoas, tornando-as cada vez mais vulneráveis ao fracasso, alteram as percepções ao redor, aumentam as preocupações, afetando por fim a essência do sucesso que são nossas ações.
  Em horas de desespero e angustia, deixar as lágrimas escorrerem pelo rosto tornar-se a maneira mais simples e eficaz para aliviar toda a tensão existente. Um bom banho mais uma cama viram seus melhores amigos. Fechar os olhos e esperar que um bom sonho venha e concerte todo aquele estrago. Assim no dia seguinte, me preparar e correr atrás do que realmente vale todo o meu esforço.
  Então eis uma questão: Procurar viver a realidade ou tornar um sonho realidade?

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Querida ampulheta.


  Os ponteiros do velho relógio continuam a funcionar, até que surgem os flash's da minha memória. Minha norma inicial foi procurar descobrir entender as horas, o que cada ponteiro significava, de quantos minutos cada número que compõe internamente o relógio possuía.
  Teve um tempo que segui acreditando que as horas terminavam assim que chegava as doze horas, percebi ,com o tempo, que estava enganado, tudo ia muito além disso, ainda me restava as treze, catorze , quinze.... enfim vinte e quatro horas.
  Incorporei meu até então personagem infância, descobridor das coisas e com minhas bobas falas.

 - Eu sei ver as horas!
  Diante de minha nova descoberta me via um gênio, não sabia o motivo, a sensação era ótima, assim sempre quis informar a hora para todos que queriam sabe-lá. Então apreciei uma das minhas tolices infantis.
  As engrenagens seguem em funcionamento, e durante cada partida, se entrelaçam cada vez mais das extremidades do tempo, meu rosto estava em êxtase, meus impulsos ficaram desordenados, era de se hipnotizar aquele espetáculo insano.
  O espelho que fica no final do corredor sensualizou os meus olhos, dei alguns passos em sua direção, percebi a todos os instantes o processo de metamorfose que me submeti, a aproximação foi considerável, estava mais alto, o corte de cabelo tinha mudado, o formato do rosto ficou mais perceptível, a admiração se exaltou nos limites de minha face. Estava finalmente em confronto com o objeto, cara a cara.
  Os antigos álbuns de fotografia estavam guardados numa caixa no fundo do armário, esquecidos, empoeirados, as fotos, que lá estavam aprisionadas em revelações, mostravam diversas paradas permanentes em meu lapso. É incrível e notório a divergência do retrato ao reflexo do espelho, são tantas as mudanças que concluí que sou e continuarei a ser outras pessoas nesse caminho turbulento que chamamos de vida.
  Assim deixo velhas lembranças, sabendo que um dia poderei esquece-las.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Folha em branco.


  Cansei de lutar, cansei de sofrer. Não restou mais nenhum dedo para se ter noção da probabilidade que tive de aniquilar meu vasto conjunto de feitios que permanecem a beira de minha sombra e reconstruir aquilo que realmente devo mostrar, transmitir a real intensão, que julguei de prisioneira no fundo do precipício.
  Há uma onda predestinada a atingir a cogitação do nosso ciclo natural, é uma reação conhecida no entanto codificada. As causas são mínimas, já os efeitos colaterais catastróficos.
  Desprezei todos os fatos que subjugam a essência de um encargo individual, nunca consegui seguir essa linha de raciocínio, sempre desconfiei dos meios, nunca acreditei nas conclusões.
  Cheguei a defender algumas causas, muitas vezes opostas do habitual, acreditando numa provável ideia que me faça enxergar a necessidade de fortalecer minhas razões, colocando-as em conforto contra a próprio tradicional.
  Sigo perambulando despercebido, ninguém me conhece, desconhecem o que faço, imaginam no que reflito, tentam desesperadamente vasculhar e buscar assimilar meu funcionamento. Total perda de tempo, os resultados são humilhantes e misteriosos. Surge mais uma explicação.
  Encontramos simplesmente nada. A busca se mostrou desnecessária e imprestável. Esforços foram em vão. Em instantes tudo foi devastado, o que procurava desapareceu, poderia entrar em pânico, mas continuo tranquilo.
  As consequências me forçaram a recomeçar, assim será sucessivamente. Uma mensagem será apagada, um computador é reiniciado, o dia se passa e outro vem a lhe ocupar, a árvore desmatada outrem ocupará seu lugar. Da folha rasgada, haverá páginas restantes para dar a próxima largada.

sábado, 16 de novembro de 2013

Desejo Árduo.



  Perguntar. Qual o seu propósito ?  Uma única coisa, ser compreendida! 
  Digamos que o ato de perguntar é a consequência da dúvida e da curiosidade.  A princípio, a necessidade de questionar algo assemelha-se a uma falta de sentidos, o medo corroê o corpo por dentro, o nervosismo se intensifica, o suor escorre pelo rosto, os lábios, instigados, estimula a autonomia da fala, mas nada escuto, tudo está tão quieto.  
  O que está acontecendo?  É algum tipo de coma ou um simples transe?
  "Só sei que nada sei", viva Sócrates.  
  Interprete como quiser, é claro que cada um tem um método distinto de reagir a esses ensejos, as vezes, idealizo o espaço terrestre onde todos os seres que o compõe pensam, falam, reagem ou até mesmo que se vestem igual, sei de fato que sempre haverá um indivíduo, entre bilhões, que deslocará esse conceito onde, no momento, domina e que temos de nos adaptar. 
  Será que posso chamar isso de cultura?
  A essência que antes era uma perfeita obra-prima se fendeu, restituindo-se no quebra-cabeça que, até os dias de hoje, todos se arriscam a montá-la e ver novamente as coisas como eram antes, porém, só vejo contínuos fracassos.
  Temos força, objetivos e dedicação, mas bruscamente, surge nossas limitações, voltando a estaca zero.  Dou as boas vindas a fé e a esperança.
  A falta de conhecimento é um dos nossos maiores obstáculos, o que não sofremos pela sua ausência; de uns tempos pra cá se tornou a peça chave da formação humana, um dos principais combustíveis para a sustentação do capitalismo; sua carência resulta no completo vácuo.
  Isso é o que vemos em nossa realidade: insegurança, medo, desprezo, desigualdade.  Investigo vagamente os elementos que contribuíram em chegarmos a esse ponto.
  A tempos viemos evoluindo a nossa capacidade de nos aconchegar no nossos espaço, porém, a finalidade disso tudo é montar nossa própria sepultura, desmoronando-nos em caprichos. Game Over!
  O mistério nos amedronta, mudando nossa face; a pavor aparece mas se esconde em nossa cabeça; os impulsos se afloram, não sei o que fazer, porém o prazer de descobrir as coisas e enfrenta-las é grande, então deseje-me boa sorte.



domingo, 7 de abril de 2013

Viajante Ambulante.


  Longe de casa, passando por quilômetros de estradas, encaro ardidos raios de sol e tenebrosas chuvas, carregando em minha bagagem as velhas lembranças e novos planos para formular o futuro.
  Deixo para trás tudo que amava para acreditar nos meus sonhos, planos antigos que a cada dia aperfeiçoei chegando ao seu ápice, correndo atrás para alcançar essas vitórias.
  Já se passou a época dos pensamentos grotescos, de tudo ser o "conto de fadas", momentos mágicos em que nada acontece de forma errada, e já sabendo que no final tudo terá um feliz pra sempre.
  Não fico surpreso com o fato de que todos já caímos no mesmo jogo de devaneios, crer numa projeção e se decepcionar com os resultados, o verdadeiro ser aparece, a máscara caiu amigo, bem-vindo a nossa realidade.
  Chega um momento em que temos que distinguir a realidade da fantasia, de uma vez por todas, ver o mundo com outros olhos, vivemos o que de fato é o real, onde tudo não acontece por acaso, aquela coisa fantástica são coisas de nossa imaginação, miragens perdidas na mente.
  Se torna entediante minha viagem, nada se tem a se fazer além de conduzir-me e admirar as fabulosas paisagens naturais que cruzo em minha longa jornada, procuro me distrair cortando o clima de tédio, lembro dos meus melhores momentos, todos temos aquele átimo especial.
  Dos bons momentos sempre gostei, servem muito bem como terapia, principalmente em minha atual situação, elas me ajudam bastante, fazem com que as escolhas que tomei foram as corretas e o melhor, fazem o tempo se reduzir ao mínimo, dando a impressão de que o dia se passou em 24 segundos e não no padrão 24 horas.
  Passei por tantos lugares, e a cada pedacinho de terra, conheci diversos costumes, observei o dia-a-dia das pessoas, como elas lidam com os problemas e soluções.
  Tudo, de um certo modo, era uma inovação, todos os detalhes eram fascínios sobre mim, cada material tinha seu encanto, assim,  passei a enxergar as diferenças de outro modo, comecei a preservar e respeita-las, sem qualquer julgamento.
  Sempre me perguntei como seria o mundo do lado de fora, queria saber se havia algum limite entre mim e ele, muitas vezes imaginava, de diversos modos, como tudo reage, como tudo funciona, tinha e ainda possuo minhas curiosidades.
  Uma jornada nunca tem fim, queremos sempre correr atrás das novidades, melhorar nosso intelecto, estar em harmonia com nosso espírito. Buscamos evoluir cada vez mais para fazer o bem e mudar a situação que hoje, está em cronômetro regressivo. Tenho muitas causas a lidar e histórias a contar, então companheiros, prossigo em meu destino inesperado.


   


domingo, 13 de janeiro de 2013

Chega de ilusões, quero jogo limpo.


  É lastimável os passos traçados da sociedade, algo me incomoda, não sei o que é, a única coisa que se passa em minha mente indecifrável é uma série de joguinhos, não vejo pessoas tomarem decisões racionais, observo apenas pequenos e frágeis fantoches.
  Coitados!
  Não muito comum, bem para me expressar melhor, não ouvimos a toda hora alguém dizer que a vida é muito curta pra perder tempo com coisas simples, com esse pensamento fútil, boa parte deixam de lado algo que pode ser resolvido em apenas segundos, instantes que não arrancam nenhum braço ou mesmo perna.
  Muitas coisas não entendo, vago por ai à procura de respostas, são tantas as dúvidas que elas acabam me consumindo, mas minhas resoluções estendem as mãos me libertando desse mar sórdido.
  Recupero meu fôlego!
  Nascer do sol hoje, nascer do sol amanhã, nascer do sol sempre, a cada sete dias da minha semana e de meus trezentos e sessenta e cinco dias do ano, não vejo nada de especial, sempre acontece do mesmo modo : olhos sonolentos, cabelo bagunçado, cama desarrumada, corpo se espreguiçando.
  Posso parecer rude, não reclamo por fazer tudo isso sempre, além do mais é a única coisa que se faz ao se despertar, já vem do próprio instinto humano. A única coisa que peço é dormir sabendo que, no momento em que for acordar, todos passassem de fantoches para gentes reais.
  Como, no nosso caso, diria Pinóquio : "Ser pessoas de verdades" ou afirmar "Somos de verdade".
  Uma hora ou outra estou perdido no além, no que estou pensando?
  Possivelmente em uma loucura, nada com sentido algum, as vezes me estranho por cogitar em idéias que jamais achava fluir em meus neurônios, de repente esqueço o que aquilo é de fato, crio minhas suposições irracionais e me deixo levar à um caminho que nem mesmo conheço.
  Minha perdição!
  Olho pela janela e observo as nuvens, tão brancas, tão leves, seria mais satisfatório viver como elas, ser como elas : agradáveis e deixar tudo acontecer no seu tempo, deixar nas mãos do destino.
  Acreditar. A cada dia está ficando difícil conjugar esse verbo, o cenário que hoje observo é tirar vantagem da confiança para satisfazer a própria ponta do nariz, a gravidade da ação é catastrófica, porque tiramos aquele incentivo do próximo, pondo em troca a desgraça.
  Procura-se alguma dignidade.
  A postura ainda está a frente do livre arbítrio, tomo isso como prova, somos todos comandados, hipnotizados para nosso bem exterior, a aparência e expressão continuam sendo critério para descrever a compostura desse ou daquele, o interior é visto por poucos, bem, para aqueles que realmente acreditam, a grande porcentagem é apontada como lixo, que vai se decompondo, é poeira jogada no vento.
  Cansado de agir sem receber nada em troca, chega de procurar as pessoas e elas não corresponderem, indignado com a falta de consideração, chateado pela ausência de compreensão.
  Querendo ou não essa é a realidade, aceito o conceito de que o tempo está a favor de todos, em algumas décadas conquistamos diversas vitórias e espero que outras venham.
  Os olhos são a janela da alma, assim, aguardo, ansiosamente, minha liberdade.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Sempre as mesmas cicatrizes.


  Bato de frente com muitos desafios, o pior deles é descrever minhas sensações, não que consigo expressa-las, mas o difícil é fazer as pessoas entenderem o que realmente se passa nesses momentos.
  Existe certas ocasiões que acho tão interessante e ao mesmo tempo estranho, aquelas que não esperamos acontecer naquele certo tempo.
  Os índices de opções a serem tomadas são mínimas, o coração dispara, como em um susto, o subconsciente se torna um vazio silencioso, generalizando, parecemos estar nos desconectando do nosso próprio corpo, nos tornando seres sem qualquer reação, existe uma ausência de comandos, uma solução comum a ser tomada : sempre balançar a cabeça concordando e dar um belo sorriso.  Fim da história!
  Caminhamos por diversas direções, à procura de respostas, muitas vezes, incentivando-nos a explorar diferentes fronteiras, descobrir coisas materiais nunca vistas, estudando novas culturas, novas pessoas, tudo com o intuito e ser divertir, extravasar, curtir a vida.
  Uns se jogam nessa aventura sem roteiro, sem ao menos estar preparados para o que pode ou poderia ocorrer, sem a mínima defesa. Conhecemos nesse destino, um certo alguém em especial, que faz despertar, acender um sentimento que nem passava em mente, sentirmos. Nesse circuíto são envolvidos decisões, forças, fraquezas, atrações, pensamentos, ilusões, aquele velho brilho nos olhos.
  Os sentimentos são armadilhas antigas, que ninguém consegue evitar, onde somos os únicos que caem nela, nos machucamos, ferindo-nos, ver que tudo não passou de um momento feliz. Será que ganhamos algo em troca além das marcantes cicatrizes?
  Suponho que uma coisa leva a outra, ambas consequências das mesmas.
  Deveriam mudar o sentido de cicatrizes para burrice, até mesmo para lições, mas se preferir melhor "superação". Falando sério, ninguém sabe de nada, saberemos e aprenderemos sempre fazendo, essa é a única fórmula.
  Me desapontam, me fazem me sentir mal, até fazem com que eu pense em outra coisa, o que não sabem é que tudo que passo sempre me deixam mais forte, mais preparado pro que der e vier.
  Sinto-me satisfeito com tudo o que acontece, gosto de me surpreender com a vida e do que ela  me proporciona, considero-a uma caixa de segundas, terceiras e de várias chances, me educando, mostrando o valor as coisas, desmascarando o que realmente todo esse planeta é.
  Por mais que eu caia, por mais que eu me machuque, não me importo de quantas cicatrizes posso ter daqui pra frente, sempre levantarei, me apoiarei, me fortalecerei e mostrarei que consigo alcançar minha meta.