sábado, 16 de novembro de 2013

Desejo Árduo.



  Perguntar. Qual o seu propósito ?  Uma única coisa, ser compreendida! 
  Digamos que o ato de perguntar é a consequência da dúvida e da curiosidade.  A princípio, a necessidade de questionar algo assemelha-se a uma falta de sentidos, o medo corroê o corpo por dentro, o nervosismo se intensifica, o suor escorre pelo rosto, os lábios, instigados, estimula a autonomia da fala, mas nada escuto, tudo está tão quieto.  
  O que está acontecendo?  É algum tipo de coma ou um simples transe?
  "Só sei que nada sei", viva Sócrates.  
  Interprete como quiser, é claro que cada um tem um método distinto de reagir a esses ensejos, as vezes, idealizo o espaço terrestre onde todos os seres que o compõe pensam, falam, reagem ou até mesmo que se vestem igual, sei de fato que sempre haverá um indivíduo, entre bilhões, que deslocará esse conceito onde, no momento, domina e que temos de nos adaptar. 
  Será que posso chamar isso de cultura?
  A essência que antes era uma perfeita obra-prima se fendeu, restituindo-se no quebra-cabeça que, até os dias de hoje, todos se arriscam a montá-la e ver novamente as coisas como eram antes, porém, só vejo contínuos fracassos.
  Temos força, objetivos e dedicação, mas bruscamente, surge nossas limitações, voltando a estaca zero.  Dou as boas vindas a fé e a esperança.
  A falta de conhecimento é um dos nossos maiores obstáculos, o que não sofremos pela sua ausência; de uns tempos pra cá se tornou a peça chave da formação humana, um dos principais combustíveis para a sustentação do capitalismo; sua carência resulta no completo vácuo.
  Isso é o que vemos em nossa realidade: insegurança, medo, desprezo, desigualdade.  Investigo vagamente os elementos que contribuíram em chegarmos a esse ponto.
  A tempos viemos evoluindo a nossa capacidade de nos aconchegar no nossos espaço, porém, a finalidade disso tudo é montar nossa própria sepultura, desmoronando-nos em caprichos. Game Over!
  O mistério nos amedronta, mudando nossa face; a pavor aparece mas se esconde em nossa cabeça; os impulsos se afloram, não sei o que fazer, porém o prazer de descobrir as coisas e enfrenta-las é grande, então deseje-me boa sorte.



domingo, 7 de abril de 2013

Viajante Ambulante.


  Longe de casa, passando por quilômetros de estradas, encaro ardidos raios de sol e tenebrosas chuvas, carregando em minha bagagem as velhas lembranças e novos planos para formular o futuro.
  Deixo para trás tudo que amava para acreditar nos meus sonhos, planos antigos que a cada dia aperfeiçoei chegando ao seu ápice, correndo atrás para alcançar essas vitórias.
  Já se passou a época dos pensamentos grotescos, de tudo ser o "conto de fadas", momentos mágicos em que nada acontece de forma errada, e já sabendo que no final tudo terá um feliz pra sempre.
  Não fico surpreso com o fato de que todos já caímos no mesmo jogo de devaneios, crer numa projeção e se decepcionar com os resultados, o verdadeiro ser aparece, a máscara caiu amigo, bem-vindo a nossa realidade.
  Chega um momento em que temos que distinguir a realidade da fantasia, de uma vez por todas, ver o mundo com outros olhos, vivemos o que de fato é o real, onde tudo não acontece por acaso, aquela coisa fantástica são coisas de nossa imaginação, miragens perdidas na mente.
  Se torna entediante minha viagem, nada se tem a se fazer além de conduzir-me e admirar as fabulosas paisagens naturais que cruzo em minha longa jornada, procuro me distrair cortando o clima de tédio, lembro dos meus melhores momentos, todos temos aquele átimo especial.
  Dos bons momentos sempre gostei, servem muito bem como terapia, principalmente em minha atual situação, elas me ajudam bastante, fazem com que as escolhas que tomei foram as corretas e o melhor, fazem o tempo se reduzir ao mínimo, dando a impressão de que o dia se passou em 24 segundos e não no padrão 24 horas.
  Passei por tantos lugares, e a cada pedacinho de terra, conheci diversos costumes, observei o dia-a-dia das pessoas, como elas lidam com os problemas e soluções.
  Tudo, de um certo modo, era uma inovação, todos os detalhes eram fascínios sobre mim, cada material tinha seu encanto, assim,  passei a enxergar as diferenças de outro modo, comecei a preservar e respeita-las, sem qualquer julgamento.
  Sempre me perguntei como seria o mundo do lado de fora, queria saber se havia algum limite entre mim e ele, muitas vezes imaginava, de diversos modos, como tudo reage, como tudo funciona, tinha e ainda possuo minhas curiosidades.
  Uma jornada nunca tem fim, queremos sempre correr atrás das novidades, melhorar nosso intelecto, estar em harmonia com nosso espírito. Buscamos evoluir cada vez mais para fazer o bem e mudar a situação que hoje, está em cronômetro regressivo. Tenho muitas causas a lidar e histórias a contar, então companheiros, prossigo em meu destino inesperado.


   


domingo, 13 de janeiro de 2013

Chega de ilusões, quero jogo limpo.


  É lastimável os passos traçados da sociedade, algo me incomoda, não sei o que é, a única coisa que se passa em minha mente indecifrável é uma série de joguinhos, não vejo pessoas tomarem decisões racionais, observo apenas pequenos e frágeis fantoches.
  Coitados!
  Não muito comum, bem para me expressar melhor, não ouvimos a toda hora alguém dizer que a vida é muito curta pra perder tempo com coisas simples, com esse pensamento fútil, boa parte deixam de lado algo que pode ser resolvido em apenas segundos, instantes que não arrancam nenhum braço ou mesmo perna.
  Muitas coisas não entendo, vago por ai à procura de respostas, são tantas as dúvidas que elas acabam me consumindo, mas minhas resoluções estendem as mãos me libertando desse mar sórdido.
  Recupero meu fôlego!
  Nascer do sol hoje, nascer do sol amanhã, nascer do sol sempre, a cada sete dias da minha semana e de meus trezentos e sessenta e cinco dias do ano, não vejo nada de especial, sempre acontece do mesmo modo : olhos sonolentos, cabelo bagunçado, cama desarrumada, corpo se espreguiçando.
  Posso parecer rude, não reclamo por fazer tudo isso sempre, além do mais é a única coisa que se faz ao se despertar, já vem do próprio instinto humano. A única coisa que peço é dormir sabendo que, no momento em que for acordar, todos passassem de fantoches para gentes reais.
  Como, no nosso caso, diria Pinóquio : "Ser pessoas de verdades" ou afirmar "Somos de verdade".
  Uma hora ou outra estou perdido no além, no que estou pensando?
  Possivelmente em uma loucura, nada com sentido algum, as vezes me estranho por cogitar em idéias que jamais achava fluir em meus neurônios, de repente esqueço o que aquilo é de fato, crio minhas suposições irracionais e me deixo levar à um caminho que nem mesmo conheço.
  Minha perdição!
  Olho pela janela e observo as nuvens, tão brancas, tão leves, seria mais satisfatório viver como elas, ser como elas : agradáveis e deixar tudo acontecer no seu tempo, deixar nas mãos do destino.
  Acreditar. A cada dia está ficando difícil conjugar esse verbo, o cenário que hoje observo é tirar vantagem da confiança para satisfazer a própria ponta do nariz, a gravidade da ação é catastrófica, porque tiramos aquele incentivo do próximo, pondo em troca a desgraça.
  Procura-se alguma dignidade.
  A postura ainda está a frente do livre arbítrio, tomo isso como prova, somos todos comandados, hipnotizados para nosso bem exterior, a aparência e expressão continuam sendo critério para descrever a compostura desse ou daquele, o interior é visto por poucos, bem, para aqueles que realmente acreditam, a grande porcentagem é apontada como lixo, que vai se decompondo, é poeira jogada no vento.
  Cansado de agir sem receber nada em troca, chega de procurar as pessoas e elas não corresponderem, indignado com a falta de consideração, chateado pela ausência de compreensão.
  Querendo ou não essa é a realidade, aceito o conceito de que o tempo está a favor de todos, em algumas décadas conquistamos diversas vitórias e espero que outras venham.
  Os olhos são a janela da alma, assim, aguardo, ansiosamente, minha liberdade.